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  • Dr. Felipe Silva

Magdala e a sinagoga onde Jesus pregou


A tentativa de construir um hotel com 122 quartos para peregrinos e romeiros na Galiléia acabou desenterrando as ruínas da cidade natal de Maria Magdalena, famosa seguidora de Jesus Cristo. A bíblica Magdala Nunayya, Torre de Peixes em hebraico, cidade às margens do Lago de Genesaré, pode ter sido a cidade descrita em Mateus 15:39 e é também camada de Migdal (em hebraico: מִגְדָּל, lit. Torre).

Magdala, na costa noroeste do Mar da Galiléia, foi uma cidade importante e rica nos dias de Jesus. Fontes antigas e artefatos arqueológicos considerados de luxo, como ânforas de vidro, uma pá de incenso decorada e um jarro, ambos em bronze e uma construção com três mikves (piscinas rituais), apontam para o fato de que pescadores e tintureiros eram muito bem-sucedidos. A cidade possuía o maior porto da Galiléia, um local para processamento de pescados e cerca de 80 lojas vendendo lã da melhor qualidade.

Em 2009, o padre Juan Solana, diretor do Instituto Centro Pontifício Notre Dame de Jerusalém ordenou a demolição de um velho resort e, quando se cavou a terra para colocar os alicerces, a menos de meio metro abaixo da superfície, eis que surge um banco de pedra, parte de uma sinagoga do primeiro século. Apesar de se saber da existência de sete sinagogas contemporâneas ao templo na região da Galiléia, nenhuma havia sido encontrada por ali e a cidade estava perdida para a arqueologia.

As escavações revelaram um moeda datada do ano 29 d.C, ou seja, da época de Maria Magdalena, Jesus e dos apóstolos. Também foram identificadas partes de um porto, uma área destinada ao processamento de peixes (secagem e salgação), uma grande construção com mosaicos, afrescos e três piscinas rituais, um mercado, uma colônia de pescadores, um dado e uma sinagoga, todos do séculos I d.C.. Nas construções, foi utilizado o basalto negro de origem vulcânica, típico da região.

Dentro da sinagoga é possível ver paredes ainda pintadas, mosaicos, entalhes e portas. Mas, um pedra encontrada no meio da sinagoga e entalhada com uma menoráh, carruagem de fogo e colunas representando o Templo de Jerusalem, foi o maior achado do local. Provavelmente usada como leitoril para a Torah, jamais foi encontrada outra igual da mesma época.

Seguindo pela orla do Mar da Galiléia, o sítio de Magdala fica a sete quilômetros norte de Tiberíades e a dez quilômetros sul de cafarnaum, onde Jesus exerceu intensamente seu ministério e bem próximo de Genesaré, a cerca de três quilômetros.

Dina Gorni-Avshalom, da Autoridade de Antiguidades de Israel e arqueóloga chefe em Magdala, concorda que é muito provável que Jesus tenham pisado em Magdala e até mesmo pregado em sua sinagoga. Assim com outras cidades da Galiléia, acredita-se que Magdala tenha sido destruída durante a Primeira Guerra Judaico-Romana no século I dC.

No sítio, mais próxima ao lago, está o Magdala Center onde foi construída uma capela moderna para peregrinos dedicada à Santa Maria Madalena como se pode ver no mosaico de seu interior que ilustra o momento em que Jesus expulsa de seu corpo sete demônios. A cidade de Magdala também é retratada no mural. A igreja possui oito colunas com nomes de mulheres do Novo Testamento, sendo que em um dos pilares se faz menção à todos as mulheres anônimas que entregaram sua vida a Deus ao longo de mais de dois mil anos.

Dr. Felipe Silva,

Cirurgião-dentista no COP Campinas,

É amigo e viaja com Renova Turismo.

"Dr. Felipe considera que a terra de Israel foi agraciada pelo sobrenatural, pelo natural e pelo humano; é sem-segundo quando se trata de paisagens, história, religião e cultura; e oferece todos esses ingredientes àquele que a descreve, em um caldeirão que vem sido mexido e temperado há milênios por mãos humanas e divinas. Para ele, Israel é uma musa de inspiração que convida à sua contemplação e profusa tradução artística. Ele aceitou o convite."

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