Patmos, a ilha da revelação

Atualizado: Mar 17

Patmos, Πάτμος, é uma pequenina ilha grega que fica no Mar Egeu e faz parte de um arquipélago com doze ilhas chamado Dodecaneso.



O lugar é lindíssimo. Em maio, vi as montanhas vulcânicas, a baia cinematográfica, colinas com encostas cobertas com vegetação escassa, rasteira, de cor verde e laranja, com pequenas moitas floridas; trilhas de chão e pedra que revelam vistas inesquecíveis do porto e seus barquinhos, das casas cúbicas brancas com janelas azuis, uma verdadeira pintura impressionista perfeitamente balanceada entre áreas de sombras e iluminadas pelo tórrido sol do egeu. E as praias? Divinas!


Patmos fica a cerca de 55 quilômetros da costa sudoeste da Turquia, por isso, geralmente os grupos religiosos da Renova que a visitam partem do belíssimo porto turco de Kusadasi em uma viagem de navio maravilhosa que dura entre 4 e 6 horas e desembarca no porto de Escala, o único da ilha.

Esse roteiro é chamado de As sete igrejas do apocalipse. Você pode encontra-lo em www.renovaturismo.com.br

Patmos tem cerca de 45 km2, habitados por cerca de três mil pessoas, divididas em três povoados, Escala, Hora - a capital -, e Campos. A principal atividade econômica é o turismo. Há excelentes restaurantes, passeios de barco e pela ilha, hotéis e muitas lojas.

Parece que o homem sempre percebeu o sagrado em Patmos. Há cerca de quatro mil anos, a ilha abrigou um templo dedicado a Artemis. Mas, ficou de fato conhecida a partir do ano 96 d.C., quando um famoso personagem judeu chamado João, foi condenado a morar na ilha pelo imperador Domiciano, o último dos Flávios. Isso porque a ilha foi usada com prisão pelo Império Romano.


São Irineu escreve: “O Apocalipse surgiu pouco antes disto e quase em nosso tempo, nos fins do reinado de Domiciano.”

No século IV, o historiador Eusébio menciona que escritores pagãos contemporâneos mencionaram o exilio de João em Patmos no décimo quinto ano do reinado de Domiciano, entre os anos 81-96 d.C..


Eu, João, irmão e companheiro de vocês no sofrimento, no Reino e na perseverança em Jesus, estava na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Apocalipse 1:9

João foi apóstolo de Jesus, o único deles que não morreu martirizado. Ele escreveu ali em Patmos o último livro da Bíblia, o Apocalipse. Livro que desperta interesse e medo por revelar o cataclismo final do mundo e da humanidade.


Entre os séculos IV e VII, Patmos foi anexada pelo Império Bizantino que já era cristão, passando a domínio turco muçulmano do VII ao X século. No século XI, um monge grego-ortodoxo construiu, sobre as ruínas do Templo de Artemis, a fortificação que ainda é possível ser vista e visitada, o Mosteiro de São João o teólogo ao redor do qual está o povoado de Hora.


No século XVI, a ilha foi invadida pelos turcos, e, em 1912, por italianos. Somente após a Segunda Guerra Mundial, passou a ser parte do território grego. No século XIX, Patmos possuía a frota mercante mais rica do Mediterrâneo e, já no século XX, muitos ricos passaram a comprar, à preços baixíssimos, as antigas mansões dos mercadores, iniciando a era turística de Patmos.


Mosteiro do Apocalipse

Subindo uma escadaria de pedras, com cerca de quatrocentos anos de idade, ladeada por perfumados pinheiros, chegamos ao Mosteiro do Apocalipse, uma construção branca que encerra a Caverna do Apocalipse, local tradicional onde João recebera a revelação divina.

Dentro do mosteiro, após vencer um labirinto de escadarias e corredores, chegamos à pequena caverna com vista para o Egeu, onde é possível ver uma grade dourada que guarda o local onde João ficava deitado, com a cabeça apoiada numa reentrância da rocha, ditando as visões para serem escritas por seu discípulo Prócoro.

Enfrentando mais escadas, chegamos ao Mosteiro de São João, o teólogo, a fortificação magnífica e ricamente decorada com esculturas e pinturas, construída por João Cristódulo e fortificada contra piratas e turcos.

O Mosteiro, proprietário de grande parte de Patmos e um dos mais ricos e mais influentes da Grécia, exibe um museu com imensa quantidade de ouro e joias doados pelos czares vestimentas e objetos papais, 330 manuscritos bíblicos e teológicos raros, sendo 82 do Novo Testamento, uma pintura de El Greco e a escritura de propriedade da ilha concedida, no século 11, à João Cristódulo, assinada pelo Imperador Alexius Comenus, dentre outros tesouros.


Mas, certamente o que mais chama a atenção é o fragmento do Evangelho de São Marcos escrito em prata sobre Velino francês, um couro muito melhor que pergaminho, que data do século VI


João escreveu a carta das Revelações para as sete igrejas da Ásia romana, hoje na Turquia, mas, ao longo das eras, milhões de fiéis acreditam que o texto é para todos os tempos e para todas as pessoas.


CURIOSO: Em Patmos, é possível avistara ilha vizinha de Samos. Durante a noite, as vezes se vê uma luz tremulante nas encostas da ilha, fenômeno natural, resultante da energia estática. Mas, existe uma antiga tradição na ilha que insiste que são sinais, talvez um reluzente olá, de antigo morador que foi exilado nessa pequena ilha grega ao largo da costa da Ásia Menor há quase 20 séculos.

Dr. Felipe Silva

Tour Leader Renova Turismo.

Cirurgião-Dentista Artesania Studio Oral


"A longínqua e empoeirada Terra de Israel é o palco das histórias bíblicas. Sonho de milhares de pessoas, reserva emoções inesquecíveis a todos aqueles que aceitam com fé o seu chamado."





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