#aideti! O triângulo evangélico na Galileia

Atualizado: Jan 24


Corazim, Betsaida e Cafarnaum são pequenas cidades do norte de Israel, da região da Galiléia. São conhecidas como o "triângulo evangélico", tamanha a intensidade do ministério de Jesus nesses locais.

Além de serem palcos das andanças, milagres e pregações de Jesus, esses três vilarejos da Galiléia ficaram famosos por serem mencionados em conjunto na profecia em que Jesus prevê a destruição dos mesmos, conhecida como "os três ais" (Mateus 11.20-24 e Lucas 10.12 -15). Apesar desse fim anunciado, parece que Jesus ama a Galiléia e seu povo que vive atrás de curas e pães e​ isso aflige o seu coração, pois eles não entendiam que o Amor de Deus era algo imensamente maior que qualquer benção material.

"Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Porque se os milagres que foram realizados entre vocês o fossem em Tiro e Sidom, há muito tempo elas se teriam arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se de cinzas. Mas no juízo haverá menor rigor para Tiro e Sidom do que para vocês. E você, Cafarnaum: será elevada até o céu? Não; você descerá até ao Hades! Lucas 10.13-15

Olhando para as ruínas em basalto vulcânico da Galileia, por alguns minutos, a gente volta no tempo e imagina os doze discípulos, seguidores, pessoas doentes e rabinos ao redor daquele moço de trinta e poucos anos, com tamanha sabedoria e poder, que se chamava Yeshua. Aquelas pedras são testemunhas milenares, sombras que restaram de ruas, praças, casas e sinagogas que abrigaram o filho de Deus encarnado.

Corazim

Corazim fica, aproximadamente, a 3 quilômetros ao norte de Cafarnaum e do Mar da Galiléia, próximo ao Monte das Bem-aventuranças. É citada quatro vezes em Mateus e Lucas.

No Talmude Babilônico, em Menahot 85a, Corazim é mencionada como produtora de grãos de qualidade superior, entretanto, estava muito distante de Jerusalém para que sua produção fosse usada como oferta do Omer para o Templo.

Lá é possível ver habitações, ruas, prédios, mikves (banheiras rituais) e uma sinagoga. Além disso tem-se uma bela vista do Mar da Galiléia.

A sinagoga é riquíssima em adornos e é possível ver a réplica da Cadeira de Moisés que foi encontrada ali e está em um museu. Essa cadeira é mencionada por Jesus no evangelho. Então, Jesus disse à multidão e aos seus discípulos: "Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Mateus 23.1-3

Entre os adornos, podemos ver uma cabeça de medusa, talvez uma tentativa dos judeus de apaziguar o furor e a destruição pelos romanos.

Betsaida

Betsaida, a casa do pescador, foi a cidade natal de Pedro, André e Filipe. Filipe, como André e Pedro, era da cidade de Betsaida. João 1.44.

Foi difícil achar Betsaida, pois um cataclismo fez a cidade se erguer e se afastar do Mar da Galiléia. É duro procurar um local onde não deve estar. Os 200m2 de ruínas da cidade estão 4km ao norte de Cafarnaum.

A história de Betsaida é muito anterior ao período de Jesus. Arqueólogos encontraram parte de um portão e vestígios de um palácio da Idade do Ferro (cerca de 1200a.C.). A estrutura em pedra do portão é similar às encontradas em Dan, Megido, Dor, BeerSheba e Ashdod.

Provavelmente Betsaida é a antiga Geshur da terceira esposa do rei Davi (2Sm3.3), e onde Absalão se refugiou após matar seu irmão mais velho (2Sm 13.37-38). Ela foi destruída durante a invasão do Reino do Norte pelos assírios em 800 a.C..

Em Betsaida foi encontrada uma moeda romana e ruas pavimentadas onde é possível caminhar e entrar em habitações de pescadores. Foi encontrada uma construção onde se produzia vinho, inclusive com uma adega subterrânea. O local ganhou o nome de "a cada do enólogo". Já a chamada "casa do pescador" é composta de ruínas de uma casa onde se encontrou anzóis, pesos de chumbo e ancoras de ferro. Em Betsaida também foi encontrado um "lugar alto", um altar pagão com uma estela quebrada de uma divindade em forma de touro.

Foi perto de Betsaida onde Jesus fez a multiplicação de pães que alimentou mais de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças (Mateus 14.13–21, Marcos 6.30– 44, Lucas 9.10-17 e João 6.1–13). Foi lá tambem que Ele curou um cego usando sua saliva (Marcos 8.22–26). Depois de andar sobre as águas do Mar da Galiléia e acalmar os ventos, Jesus ordena que seus discípulos naveguem até Cafarnaum, passando por Betsaida (Marcos 6.45-51)

O ex-comandante judeu e importante historiador romano Flávio Joséfo foi sepultado em Betsaida.

Cafarnaum

Cafarnaum fica na margem do Mar da Galiléia, a cerca de cinco quilômetros da foz do Jordão e a 35km de Nazaré, cidade onde Jesus cresceu.

Em aramaico, seu nome significa "vila de Naum". Talvez um morador ilustre do local. Fato é que esse povoado foi escolhido por Jesus para ser sua cidade, sem dúvida foi a base de seu ministério. Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, voltou para a Galiléia.Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali,para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías:"Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios;o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz".Daí em diante Jesus começou a pregar: "Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo".Mateus 4.12-17.

Hoje o parque que abriga as ruínas da cidade exibe uma placa que diz: Capharnaum the Town of Jesus. Entrando Jesus num barco, atravessou o mar e foi para a sua própria cidade. Mateus 9.1

Foi nesse vilarejo que Jesus convocou alguns de seus discípulos, os pescadores Pedro e seu irmão André, Tiago e João, filhos de Zebedeu (Marcos 1.16.19), e Levi-Mateus, filho de Alfeu, um cobrador de impostos (Marcos 2.13-14).

Assim como em Betsaida e Corazim, Cafarnaum viu muitos milagres de Jesus e ouviu seus sermões. Jesus ensinava na sinagoga nos shabats (Marcos 1.21, Lucas,31 e João 6.59), curou o criado do centurião romano que financiou a sinagoga (Mateus 8.5-13) e o paralítico trazido pelos amigos e descido pelo telhado (Marcos 2.1-12). Jesus exorcizou o demônio de um homem na sinagoga (Lucas 4.33-37).

Foi em Cafarnaum que Jesus discutiu com os cobradores de impostos sobre o pagamento dos tributos devidos ao Templo (Mateus 17.24-27) e interferiu na discussão dos Doze sobre quem seria o maior dentre eles (Marcos 9.33-37). Foi naquelas ruas que o Messias curou o filho de um funcionário do rei (João 4.46-54) e afirmou ser o “pão da vida”, escandalizando muitos de seus discípulos (João 6.59-66).

No tempo de Jesus passava por Cafarnaum a Via Maris o que a tornou o principal centro comercial e social da região, onde se alimentavam e se hospedavam os viajantes. O Talmude registra que no século II d.C. havia uma comunidade cristã na cidade.

No final do século IV d.C., Egeria, uma peregrina cristã, descreve com riqueza de detalhes os locais que ainda hoje podem ser visitados em Cafarnaum. A cidade foi destruída por um terremoto no ano de 746 e poucos pescadores continuaram a viver na região.

Os trabalhos arqueológicos começaram em 1838 na sinagoga que vemos hoje, que é do século IV e está sobre os alicerces da sinagoga frequentada por Jesus.

Já no século XX, foram encontradas as ruínas de uma igreja bizantina do século V que está sobre uma construção do primeiro século, que se acredita ser a casa de Pedro.

Essas estruturas também foram descritas por Egéria no ano de 381, "a casa do príncipe dos apóstolos fora transformada em igreja, mantendo-se suas paredes originais". Outro peregrino chamado Piacenza escreveu em 570 d.C.: “a casa de Pedro é agora uma basílica”. Nas paredes dessas estruturas, foram encontrados mais de cem inscrições em hebraico, aramaico, Latin, grego e siríaco referindo-se a Jesus como Senhor e como o messias (Cristo), além de duas menções ao apóstolo Pedro.

Em Cafarnaum é possível sentar-se entre a cidade de Jesus e o Mar de Jesus, relembrando suas palavras, seus feitos grandiosos e seu amor por aquelas pessoas e por toda a humanidade. É impossível não se emocionar e não fazer ao menos uma pequena oração.

Uma escultura na saída do Parque de Cafarnaum nos leva à reflexão. Será que temos olhado para o outro e agido com compaixão, assim como Jesus? A escultura é um pobre mendigo deitado sobre um banco público.

É interessante que a maioria das pessoas sequer percebe que ele está lá, e uma grande parte de quem o vê, não repara os detalhes que revelam a identidade do tal "mendigo". Essa escultura se chama Jesus, sem-teto e o mendigo é o próprio Jesus. Você concluirá isso ao observar seus pés. "O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’. Mateus 25:40.



Dr. Felipe Silva

Tour Leader Renova Turismo.

Cirurgião-dentista no Artesania⎪Studio Oral

"Para ele, Israel é uma musa de inspiração que convida à sua contemplação e profusa tradução artística. Ele aceitou o convite."




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