Monte das Oliveiras: IGREJA DA AGONIA / DE TODAS AS NAÇÕES


No outono de 1891 foram descobertas as paredes de uma abside e fragmentos de mosaicos no terreno do Jardim das Oliveiras que deram início à escavações arqueológicas realizadas por Luc Thonessen. O pioneiro escavador franciscana da Terra Santa, padre Orfali tinha certeza que estava diante dos restos da igreja cruzada construída sobre o bizantino Oratório de São Salvador.

Conforme Lucas 22.41, a um tiro de pedra da gruta do Getsêmani está localizada a pedra da agonia. Acredita-se que sobre essa rocha nua Jesus fez a tão dolorosa oração que chegou a faze-lo suar gotas de sangue.

Durante as sondagens arqueológicas no famoso jardim no Monte das Oliveiras, encontrou-se repousando dois metros abaixo das ruínas cruzadas as bases da igreja bizantina descrita por Egéria (séc. IV). Nesse milenar local de veneração, o Getsêmani, foi consagrada em 1924 a atual Igreja da Agonia, obra do italiano Antonio Barluzzi, arquiteto que também assina outras obras de arte espalhadas pela Terra Santa. Sem dúvida é um dos cartões postais mais famosos de Jerusalém.

Como que para voltar no tempo e dar vida ao passado, a Custódia da Terra Santa e o arquiteto Barluzzi decidiram que essa basílica moderna deveria ser construída sobre os contornos arqueológicos da igreja bizantina construída por Teodósio I (379-395 AD).

A igreja Bizantina (séc. IV)

A famosa peregrina Egéria deixou um diário de viagem - o Itinerarium Egeriae - escrito em latim vulgar entre 393 e 396 d.C que é um Peregrinatio ad loca sancta, ou seja, um diário de peregrinação que revela muitos dos lugares de culto na Terra Santa no século IV. Além de não poupar detalhes dos locais e da liturgia, os escritos de Egéria revelam muito sobre a relação dos cristãos com Israel nos primeiros anos do cristianismo.

Egéria revela sobre uma nova e "elegante" igreja construída nas encostas do Monte das Oliveiras. Ela afirma ser esse o lugar onde Jesus orou antes da Paixão. Egéria e outros cristãos passavam a noite em oração desde a quinta-feira santa até o amanhecer da sexta-feira santa quando então liam em voz alta, sob a luz de tochas, o Evangelho que descreve a prisão de Jesus.

Cirilo de Citópolis em sua obra sobre São Sabas menciona que no Santo Getsêmani havia um arquidiácono de nome Romulus em 532 d.C. O diário de viagem de St. Willibald (724 a 726) refere-se à uma igreja no Getsêmani.

Os anais de Eutychius, patriarca de Jerusalém no século X, afirmam a construção dessa igreja por Teodósio, bem como sua destruição e de muitas outras construções cristãs em 614 pelo rei persa Chosroes II. Isso é confirmado pelos restos arqueológicos de um grande incêndio no Getsêmani.

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A igreja dos cruzados (séc. XII)

Mesmo após a destruição da "elegante" igreja descrita por Egéria, o culto no Getsêmani prosseguiu acontecendo. Teófanes menciona que o califa Abd al-Malik (685-705) queria remover as colunas da igreja de Getsêmani para usada-las em Meca, mas foi dissuadido por um nobre chamado Christian.

Desde então, somente no início do século XII que reaparecem notícias de peregrinos sobre a igreja do Getsêmani. E apenas na segunda metade do mesmo século é que se iniciam as obras de reconstrução de uma igreja no local.

Em 1165, João de Würzburg relata ter encontrado uma igreja "nova" dedicada ao Salvador no local do antigo oratório de São Salvador e ainda menciona três rochas que comemoram a oração de Jesus naquela jardim. Em 1172, o peregrino Theodoricus relata que a Igreja do Salvador havia sido construída por arquitetos cruzados.

Infelizmente, o "novo templo" não duraria muito. O abade cisterciense inglês Rudolph conta sobre a destruição de construções cristãs pelos exércitos de Saladino, mencionando a demolição parcial da igreja do Getsêmani.

Escavações arqueológicas descobriram que houve uma restauração modesta da Igreja do Salvador, o que proporcionou que a mesma continuasse como destino de peregrinações conforme descreve um peregrino catalão em 1323.

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A igreja moderna (1924)

O padre da Custódia da Terra Santa Ferdinando Diotallevi (1918-1924) será sempre lembrado por reconstruir a Igreja de Getsêmani (além da que existe no Monte Tabor).

Uma coluna chamada de "beijo de Judas", venerada por ortodoxos gregos e armênios quase se mostrou como empecilho às obras da moderna igreja no jardim. O arcebispo de Toulouse também tentou criar uma igreja francesa no local, mas foi dissuadido do projeto.

Barluzzi conseguiu a permissão dos gregos para mudar a coluna "beijo de Judas' para além das fundações da igreja medieval e, após muitos incidentes envolvendo franciscanos, gregos, franceses e autoridades de Jerusalém, a igreja foi erguida entre 1919 e 15 de junho de 1924.

A falta de recursos também se revelou um problema. Mas, muitos países financiaram a atual Igreja da Agonia. Cada nação que colaborou foi honrada tendo seus brasões incorporados ao teto, cada um numa pequena cúpula, além de mosaicos no interior da basílica.

Começando pela abside, à partir da esquerda, Argentina, Brasil, Chile e México. No meio estão Itália, França, Espanha e Reino Unido. À direita, Bélgica, Canadá, Alemanha e Estados Unidos. Os mosaicos das absides foram doados pela Irlanda, hungria e Polônia e a famosa coroa que emoldura a rocha de Jesus foi doação da Austrália. Por causa dessa colaboração multinacional é que a igreja também é conhecida como Igreja de Todas as Nações.

Foram usadas pedras de Lifta (interior) e Belém (exterior, mais rosadas). Os vidros de cor violeta expressam a agonia sofrida pro Cristo e o teto azul escuro simula o céu noturno que estava sobre o Cristo naquela fatídica noite. A fachada apoiada sobre colunas coríntias expõe o mosaico de Giulio Bargellini e apresenta Jesus Cristo como mediador entre Deus e os homens. Tudo isso empresta à moderna construção, uma aparência arquitetônica bizantino.

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👉🏼 Saiba mais sobre o arquiteto Antonio Barluzzi

Dr. Felipe Silva,

Cirurgião-dentista no COP Campinas,

É amigo e viaja com Renova Turismo.

"Dr. Felipe considera que a terra de Israel foi agraciada pelo sobrenatural, pelo natural e pelo humano; é sem-segundo quando se trata de paisagens, história, religião e cultura; e oferece todos esses ingredientes àquele que a descreve, em um caldeirão que vem sido mexido e temperado há milênios por mãos humanas e divinas. Para ele, Israel é uma musa de inspiração que convida à sua contemplação e profusa tradução artística. Ele aceitou o convite."

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